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Fabricante da Motorola mantém operação reduzida por conta de coronavírus e reveza férias coletivas


Complexo tecnológico onde funciona a Flextronics, fabricante de celulares da Motorola. — Foto: Paulo Gonçalves/EPTV
A Flextronics, fabricante dos celulares da Motorola, programou um revezamento de férias coletivas entre os 3,5 mil funcionários do complexo de Jaguariúna (SP) por conta do impacto do novo coronavírus na China. Nesta segunda-feira (2), os 1,5 mil empregados que estavam de folga desde fevereiro retornaram as atividades. Outros 1 mil ficam fora a partir do dia 9 de março.
Segundo a empresa, a operação está reduzida desde o mês passado porque os materiais para confecção dos aparelhos vêm da China e ainda não voltaram a ser enviados à fabricante. Em fevereiro, as fábricas chinesas paralisaram as atividades na tentativa de reduzir o número de infectados pela doença.
Atualmente, 42% dos componentes necessários no Brasil são provenientes da China.
Já a Samsung, que possui linha de produção em Campinas (SP) e paralisou as atividades por três dias em fevereiro, informou por nota que "a Fábrica de Campinas opera normalmente".
Fábrica da Samsung em Campinas tem operação normal, informou multinacional — Foto: Reprodução/ EPTV
Revezamento de folgas
A previsão é que os 1 mil empregados da Flextronics que entram em férias coletivas na próxima semana só retornem no dia 28 de março.
Assim como o primeiro grupo, eles são funcionários dos setores de produção "back-end" e "front-end", que atuam no desenvolvimento de interfaces e recursos dos celulares, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Jaguariúna.
Do total, os demais 1 mil colaboradores ainda não estão com as férias coletivas agendadas, informou a Flextronics.
Celulares da Motorola são produzidos na Flextronics, em Jaguariúna. — Foto: G1 Campinas
Impacto no 1º trimestre
A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) tem mapeado o impacto no setor eletroeletrônico no país por conta de problemas para receber materiais, componentes e insumos da China. Cerca de 50 indústrias de diversas áreas do setor integram a pesquisa.
Há empresas que já indicaram redução média de 22% na produção do 1º trimestre. Apesar disso, a Abinee afirma que não há, por enquanto, "risco de falta de produtos acabados, como celulares e computadores, no mercado brasileiro".
Realidade de empresas associadas:
4% operam com paralisação parcial em suas fábricas.15% já programaram paralisações para os próximos dias, a maior parte delas, também de forma parcial. 54% ainda não têm previsão de parar suas atividades. 17% informaram que não devem atingir a produção prevista para o 1º trimestre deste ano. Metade das empresas, acreditam que as projeções devem ser mantidas.33% afirmam que ainda não é possível dar essa indicação.
"Segundo a pesquisa, as empresas devem demorar, em média, cerca de dois meses para normalizar o ritmo da produção, após a retomada dos embarques de materiais, componentes e insumos da China", informou a Abinee.
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Fonte: G1


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