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Governo dos Estados Unidos alerta para fraudes cibernéticas envolvendo o coronavírus


Pedestres usam máscara no bairro do Queens, na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, em meio à epidemia mundial de coronavírus — Foto: Johannes Eisele / AFP
O governo dos Estados Unidos divulgou um alerta sobre golpes na web que se aproveitam do novo coronavírus e da Covid-19 para atrair vítima para páginas e programas maliciosos.
Algumas dessas fraudes também podem solicitar doações para instituições de caridade falsas, desviando dinheiro para criminosos em vez de contribuir com o combate à doença.
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O comunicado foi emitido pela Agência de Cibersegurança e Segurança de Infraestrutura (CISA, na sigla em inglês), que é responsável pela coordenação na área de segurança de sistemas críticos para serviços públicos do governo.
Confira algumas das dicas do órgão:
Ter cuidado ao interagir com qualquer e-mail com um assunto, anexo ou link relacionado ao Covid-19, e desconfiar de apelos e textos em redes sociais ou até chamadas telefônicas relacionadas à Covid-19. Evitar clicar em links em e-mails não solicitados e desconfiar de anexos;Consultar fontes confiáveis, incluindo sites do governo, para obter atualizações e fatos sobre Covid-19;Não revelar informações pessoais ou financeiras por e-mail e nem responder a e-mails que solicitem essas informações;Verificar a autenticidade de uma instituição de caridade antes de realizar uma doação. Fraudes no Brasil e no mundo
E-mails maliciosos envolvendo fatos ligados ao coronavírus já circularam também no Brasil. De acordo com a fabricante de antivírus Kaspersky, os e-mails podem ser usados para distribuir pragas digitais que roubam senhas bancárias.
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Esses golpes começaram a circular em meados de fevereiro, seguindo uma tendência mundial de conteúdos maliciosos sobre o tema.
Conteúdo malicioso usa suposto vídeo sobre construção de hospital para distribuir um ladrão de senhas bancárias. — Foto: Reprodução/Kaspersky
Um relatório da empresa de segurança Check Point publicado no dia 5 de março aponta que, desde janeiro, mais de 4 mil endereços de internet foram registrados com termos ligados ao coronavírus.
Dentre eles, 3% foram considerados maliciosos e outros 5% são "suspeitos" na classificação da empresa.
Essa proporção de sites maliciosos é 50% maior que a média de todos os novos endereços avaliados pela Check Point. Alguns desses sites são usados para vender supostas vacinas contra o vírus. As ofertas são falsas, porque nenhuma vacina está disponível até o momento.
Ainda segundo a Check Point, os italianos, indonésios e japoneses também foram alvos de ataques em seu próprio idioma.
No Japão, os e-mails fraudulentos tentam se passar por um comunicado de um prestador de serviços para pessoas com necessidades especiais. O e-mail alega que o documento em anexo teria informações sobre os locais onde a doença está se espalhando. Caso seja aberto, o arquivo instala o vírus Emotet, que rouba informações e deixa o computador ser controlado por hackers.
Já os italianos receberam um e-mail com supostas dicas de um médico da Organização Mundial da Saúde (OMS). Se for aberto, o anexo pode instalar o vírus Ostap, que por sua vez instala o ladrão de senhas bancários Trickbot. A Itália já registra mais de 7 mil casos da doença, sendo o país mais afetado da Europa.
Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Fonte: G1


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