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Vídeo publicado por assessor de Trump é o primeiro a ser rotulado por rede social como manipulado


Joe Biden durante evento de campanha, em 8 de março de 2020 — Foto: Brendan McDermid/Reuters
Um vídeo publicado no Twitter por um assessor da Casa Branca e divulgado pelo presidente Donald Trump foi sinalizado como manipulado no domingo (8) pela rede social –foi a primeira vez que a empresa usou a rotulação de mídia adulterada.
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O autor da postagem foi Dan Scavino, assessor de Trump para mídias sociais. Ele mostrava o pré-candidato à presidência dos Estados Unidos Joe Biden em um discurso.
Biden aparecia dizendo: “Com licença. Só podemos reeleger Donald Trump”. A frase completa, no entanto, é a seguinte: “Com licença. Só podemos reeleger Donald Trump se de fato quisermos nos engajar em um pelotão de fuzilamento circular aqui. É preciso ser uma campanha positiva, então se junte a nós”.
Ou seja, originalmente, era uma mensagem sobre a natureza da campanha de prévias dentro do Partido Democrata –se ela continuar agressiva, teria como resultado a reeleição de Trump–, mas o assessor da Casa Branca postou o vídeo para fazer parecer que Biden parecia, de forma confusa, apoiar Trump.
O Twitter havia anunciado em fevereiro que, a partir do dia 5 de março, iria implementar essa política de sinalizar postagens falsas, sintéticas ou manipuladas. Uma das preocupações são os “deep fakes” (alterações feitas com inteligência artificial que faz montagens, normalmente com famosos, substituindo rostos e vozes).
Essa foi a primeira vez que a rede social implementou a sinalização.
Scavino, o assessor da Casa Branca, afirmou mais tarde que o vídeo não era uma manipulação.
As redes sociais estão sob pressão para garantir que informação falsa ou enganadora não seja usada na eleição presidencial dos Estados Unidos.
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O mesmo vídeo foi publicado no Facebook e visto por cerca de 1 milhão de pessoas. Ele não foi sinalizado e nem retirado dessa rede social. A campanha de Biden criticou o Facebook por isso.
Apesar disso, o Facebook tem, desde 2016, um sistema que apresenta análise de checadores independentes sobre conteúdos compartilhados na rede social. No ano passado, o presidente executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, defendeu a não remoção de publicidade política da plataforma, mesmo que contenha mentiras.
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Fonte: G1


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